DEUS
Iniciaremos o estudo da Verdade aprendendo a conhecer Deus.
Todos nós já temos ouvido falar em Deus e mais do que uma vez
perguntamos quem é Ele.
Deus é o criador do Universo e Pai de todos nós.
Deus nos criou para povoar o Universo; por isso somos filhos de Deus e
como todos nós somos filhos do mesmo Pai, nós todos somos irmãos.
O nosso pequeno progresso moral não nos permite saber qual é a
natureza íntima de Deus. Entretanto, sabemos que Ele é um espírito
puríssimo cujos fluidos enchem completamente o Universo. Nós
estamos mergulhados no fluido divino; por isso é que nós estamos
em Deus e Deus está em nós.
Por meio de seus fluidos Deus irradia sua presença por toda a parte.
Deus não se mostra mas se revela pelas suas obras. Quando formos espíritos
puros nós o veremos e o compreenderemos.
Podemos adorá-lo em qualquer lugar: nas cidades ou nos desertos; nos
mares ou nas florestas; nos palácios ou nas cabanas.
Sendo Deus um espírito, é pelo pensamento que devemos adorá-lo.
Também pelas boas obras podemos adorar a Deus; porque as boas obras
que praticamos são um ato de adoração a Deus.
Deus governa o universo por meio de suas sábias e imutáveis
leis. Conhece até os nossos mais escondidos atos e pensamentos e provê nossas
necessidades.
Deus é eterno: não teve princípio e não terá fim.
Deus é único: há um só Deus.
Deus é bom: ama todas suas criaturas com o mesmo amor.
Deus é justo: todos somos iguais diante de Deus. Ele dá a cada
um de nós exatamente o que merecemos. A cada um segundo suas obras.
PERGUNTAS
1. Quem é Deus?
2. Por que Deus nos criou?
3. Por que é que nós todos somos irmãos?
4. Por que ainda não conhecemos a natureza íntima de Deus?
5. Como se explica que Deus está em nós e nós estamos
nele?
6. Como é que Deus pode estar em toda a parte?
7. Quando é que nós veremos e compreenderemos Deus?
8. Por quais maneiras devemos adorar Deus?
9. Onde podemos adorar Deus?
10. O que são as boas obras?
11. Por que Deus é eterno?
12. O que nos demonstra a sabedoria de Deus?
13. Por que Deus é bom?
14. Por que Deus é justo?
AMOR A DEUS
O nosso
primeiro dever é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a nós mesmos.
Deus nos deu a vida e tudo o que precisamos para mantê-la; concede-nos
os meios necessários para a purificação e para o aperfeiçoamento
de nosso espírito.
Pai bondoso está sempre pronto a receber os filhos que se afastam
dele.
Perdoa-nos todos os erros e nos faculta infinitas oportunidades de regeneração.
Trabalha sem descanso pela nossa felicidade e recompensa todas nossas boas
ações.
A mais bela maneira de se amar a Deus é amando ao nosso próximo.
A humanidade inteira é nosso próximo e a todos devemos amar
como irmãos, filhos do mesmo Pai.
É
amando a nossos irmãos que nós demonstramos o nosso amor
a Deus.
Quem ama seu próximo está sempre pronto a perdoar e a esquecer
as ofensas que recebe.
Trata a todos com delicadeza e não faz distinção entre
o pobre e o rico, entre o preto e o branco, entre o forte e o fraco.
É
bondoso, obediente e serviçal; gosta de prestar um favor sem se
importar com a recompensa.
Não se prevalece de uma posição superior para humilhar
os que lhe estão abaixo.
Não discute e não diz palavras grosseiras; não fala
nem pensa mal de ninguém.
Tem palavras de carinho e conforto para dirigi-las aos que sofrem e aos
que estão desanimados; socorre todos os necessitados na medida de suas
forças.
Sabe que só Deus é superior a tudo e por isso não se
julga superior a seus irmãos.
Respeita o modo de pensar dos outros e não lhes critica as idéias.
Evita tudo o que lhe possa prejudicar o corpo ou o espírito ou causar
prejuízos aos outros.
Esforçando-nos por praticar todos esses preceitos, estaremos amando
Deus na pessoa de nosso próximo e em nós mesmos; porque Deus
está em cada uma de suas criaturas.
PERGUNTAS
1. Qual é o
nosso primeiro dever?
2. Por que devemos amar a Deus?
3. Qual é a mais bela maneira de se amar a Deus?
4. Quem é o nosso próximo?
5. Como é que demonstramos nosso amor a Deus?
6. Como é que amamos nossos irmãos?
7. Como é que devemos prestar um favor?
8. Por que é que não devemos fazer distinção
de pessoas?
9. Como devemos tratar a todos?
10. Por que não nos devemos julgar superior aos outros?
11. O que devemos evitar?
A PRECE
Orar é o ato de dirigirmos nosso pensamento a Deus para adorá-lo,
agradecer-lhe o bem que nos faz ou pedir-lhe o que necessitamos.
Quando orarmos é bom escolher um lugar sossegado e, pensando firmemente
em Deus, pronunciar a nossa prece. Entretanto, podemos orar em qualquer
parte, porque Deus estando em todos os lugares sempre ouve a nossa prece.
A oração deve ser feita com palavras simples e sinceras; Deus
somente atende aos que oram com sinceridade e confiança.
Antes da oração precisamos purificar os nossos pensamentos;
se tivermos prejudicado ou ofendido um nosso próximo, devemos ir pedir-lhe
que nos perdoe; se alguém nos ofender ou prejudicar, nós devemos
perdoá-lo de todo o coração e esquecermos completamente
o mal que nos fez; depois, com a consciência em paz podemos orar.
Em nossas orações devemos pedir a Deus que nos auxilie na vida,
desvie-nos do mal, torne-nos humildes e bondosos e nos conceda coisas úteis
ao nosso progresso espiritual.
A prece sempre nos beneficia; fortifica nosso espírito; dá-nos
resignação e paciência; conforta-nos nas horas de sofrimento;
livra-nos do desânimo.
Temos também o sagrado dever de orar a Deus pedindo-lhe pelos nossos
irmãos que sofrem; pelos doentes; pelos ignorantes e maus; pelos nossos
inimigos; pelos nossos entes queridos que já deixaram esta vida.
É
bom adquirirmos o hábito de orar todos os dias às mesmas horas;
ao acordar de manhã, nosso primeiro cuidado deve ser orar agradecendo
ao Pai a noite que nos deu e pedindo-lhe que nos livre do mal durante o dia;
ao meio-dia devemos pedir a Deus que em sua misericórdia, alivie o
sofrimento dos que estão nos hospitais, nas cadeias, nos leprosários,
nos manicômios, nos asilos. Antes de dormir oremos a Jesus pedindo-lhe
que nos dê a sabedoria e nos ensine a ser compassivos como ele o
foi.
Lembremo-nos de que Deus atende aos nossos pedidos se estes pedidos forem
justos e servirem para o nosso progresso ou para aliviar a dor dos que sofrem.
E para que alcancemos uma graça de Deus é preciso que nós
nos esforcemos por merecê-la; sem merecimento nada se alcança.
Peçamos sempre para os outros. O que pedirmos a Deus para nossos irmãos,
isso mesmo Deus dará a nós também.
PERGUNTAS
1. O
que é orar?
2. Em que lugar devemos orar?
3. Como deve ser feita uma prece?
4. O que precisamos fazer antes da oração?
5. O que devemos pedir a Deus em nossas orações?
6. Quais são os benefícios que a prece nos proporciona?
7. Por que devemos orar?
8. O que devemos fazer ao acordar?
9. Por quem devemos pedir em nossas orações do meio-dia?
10. Qual é a prece que devemos dirigir a Jesus?
11. Quais são os pedidos que Deus atende?
12. O que precisamos fazer para que alcancemos uma graça de Deus?
PAI NOSSO
As preces
que nos beneficiam são aquelas que saem do fundo de nosso
coração.
Não há fórmulas para as preces; cada um deve dirigir-se
ao Pai fazendo o seu pedido com palavras simples e sinceras.
Entretanto, Jesus nos ensinou a orar assim:
—
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
venha a nós o teu reino; seja feita tua vontade, assim na terra como
nos céus; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; perdoa
as nossas ofensas, assim como nós perdoamos os nossos ofensores; não
nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal. Assim seja.
Essa prece indica os nossos deveres para com Deus, para conosco e para
com nosso próximo. Vamos estudá-la:
—
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
É
nosso ato de adorar o Pai cuja presença enche o Universo inteiro e
cujo nome é santo e merecedor de todo o nosso respeito. Por isso não
devemos pronunciar tão sagrado nome a todos os momentos e por qualquer
motivo.
—
Venha a nós o teu reino.
É um pedido que fazemos ao Senhor para que a Terra se transforme em um
mundo de paz e de felicidades.
—
Seja feita tua vontade assim na terra como nos céus.
Deus sabe o que mais convém a cada um de seus filhos. Curvemo-nos,
pois, à sua vontade como filhos obedientes que devemos ser.
—
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Deus é quem nos pode dar o que necessitamos.
A Ele pedimos o nosso alimento. Pedimos o pão material que alimenta
o nosso corpo e o ganhamos pelo nosso trabalho honesto; pedimos o pão
espiritual que alimenta o nosso espírito e o ganhamos com a nossa
obediência às leis divinas.
—
Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos os nossos ofensores.
Se nós não perdoarmos os que nos ofenderem não poderemos
merecer o perdão de Deus. Logo, para merecermos o perdão de
Deus é preciso que perdoemos o mal que os outros nos fizerem.
—
Não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal.
Por essas palavras nós pedimos a Deus que fortifique o nosso ânimo
para que possamos resistir aos maus conselhos e não permita que
pratiquemos o mal.
— Assim seja.
Queremos dizer que tudo seja feito segundo o nosso merecimento aos olhos
de Deus.
PERGUNTAS
1. Quais
são as preces que nos beneficiam?
2. Como Jesus nos ensinou a orar?
3. Por que devemos pronunciar o nome de Deus com muito respeito?
4. Qual é o reino que pedimos a Deus?
5. Por que a vontade do Pai deve ser feita em todo o Universo?
6. Qual é o pão que pedimos ao Pai?
7. Por que devemos perdoar os que nos ofenderem?
8. De quais tentações pedimos ao Pai que nos livre?
FAÇAMOS AOS OUTROS O QUE QUEREMOS
QUE OS OUTROS NOS FAÇAM
O mandamento:
? Façamos aos outros o que queremos que os outros nos
façam ? resume todos os nossos deveres para com nosso próximo
e baseia-se na mais rigorosa justiça.
Nós queremos que os outros nos façam o bem; por isso é nossa
obrigação fazer-lhes o bem.
Gostamos de ser ajudados; sejamos os primeiros a ajudar.
Quando nós erramos procuramos ser desculpados de nosso erro; do
mesmo modo que precisamos desculpar os erros que os outros cometem.
Queremos ser tratados com delicadeza; tratemos também os outros
com delicadeza.
Não queremos que os outros nos ofendam; por isso não devemos
ofender os outros.
Na escola estimemos os nossos colegas e façamos por eles tudo o que
desejaríamos que eles nos fizessem.
Quando tivermos que trabalhar nas fábricas ou nas oficinas; nas lojas
ou nos escritórios; nos campos ou nas cidades, nunca recusemos um
auxílio, um favor, uma ajuda a nossos companheiros de trabalho;
porque muitas vezes precisaremos deles.
Não desejemos para os outros o que não queremos para nós.
Antes de praticarmos alguma ação contra alguém, façamos
a nós mesmos a seguinte pergunta: ? gostaria eu que alguém
me fizesse o que vou fazer a este meu próximo?
Então nossa consciência nos responderá se estamos agindo
bem ou se estamos agindo mal.
PERGUNTAS
1. Qual é o mandamento que resume todos os nossos deveres para com
nosso próximo?
2. Em que se baseia o mandamento ? façamos aos outros o que queremos
que os outros nos façam?
3. Por que temos a obrigação de fazer bem aos outros?
4. Por que devemos ser os primeiros a ajudar?
5. Para que nos tratem com delicadeza o que devemos fazer?
6. Por que não devemos ofender os outros?
7. Por que devemos desculpar os erros dos outros?
8. Como devemos proceder para com nossos colegas e companheiros de trabalho?
9. Qual é a pergunta que devemos fazer a nós mesmos antes de
agirmos contra alguém?
JESUS
Sempre
nós ouvimos falar em Jesus. Vamos hoje saber quem foi ele
e o que fez em nosso benefício.
Jesus nasceu em Belém, uma cidade da Palestina, e seu nascimento é comemorado
todos os anos na noite de Natal.
Filho de pais pobres, passou a sua mocidade ajudando-os no sustento do lar,
trabalhando de carpinteiro com seu pai que tinha uma pequena oficina.
Desde cedo demonstrou possuir uma brilhante inteligência e ainda
menino discutia com os mais velhos a lei religiosa de seu tempo.
Quando completou trinta anos, idade em que podia falar livremente, começou
a ensinar aos povos a sua doutrina.
Ensinou que nosso principal objetivo deve ser trabalhar para a conquista
do reino de Deus e que a humildade e a caridade são as virtudes que
nos conduzirão a esse reino.
Combateu os preconceitos, as rivalidades de raça, os hipócritas,
os vaidosos, os orgulhosos, os avarentos, os malvados e os egoístas.
Amou os bons, animou os fracos, amparou os pobres, consolou os aflitos e
ensinou os pecadores a se regenerarem.
Afirmou que se não perdoarmos não poderemos ser perdoados.
Disse-nos que só seremos completamente felizes quando soubermos perdoar
e amar o nosso próximo.
resumiu sua doutrina nos mandamentos: ? amai-vos uns aos outros como eu
vos amei e não façais aos outros o que não quereis que os
outros vos façam.
Como todos os grandes e generosos espíritos que vieram a este mundo
para esclarecer a humanidade, Jesus também teve os seus inimigos.
Foi cruelmente perseguido e condenado à morte. Antes de desencarnar,
o último exemplo que nos deu foi pedir ao Pai misericordioso que
perdoasse os seus perseguidores como ele os perdoava.
Os ensinamentos de Jesus estão contidos nos Evangelhos escritos por
seus discípulos.
Jesus foi o espírito mais puro e luminoso que se encarnou na Terra.
Tornou-se perfeito primeiro do que nós e por isso devemos considerá-lo
como nosso irmão mais velho. Deus lhe confiou a direção
da Terra e a de todos os espíritos que aqui se encarnam.
O espírito esclarecido de Jesus guia a humanidade no caminho do progresso
e da perfeição; por isso é só a Jesus que devemos
chamar de Mestre.
PERGUNTAS
1. Como Jesus passou sua mocidade?
2. Com que idade Jesus começou a ensinar?
3. O que Jesus ensinou?
4. Quais são as virtudes que nos levarão ao reino de Deus?
5. O que Jesus combateu?
6. Quais os que Jesus amou, animou, amparou e consolou?
7. O que Jesus afirmou sobre o perdão?
8. Quando é que Jesus disse que seremos felizes?
9. Quais são os mandamentos que resumem a doutrina de Jesus?
10. Qual foi o exemplo que Jesus nos deu no momento de desencarnar?
11. Onde estão contidos os mandamentos de Jesus?
12. Por que devemos considerar Jesus como nosso irmão mais velho?
13. Por que é que só a Jesus devemos dar o título
de nosso Mestre?
OS EVANGELHOS
A doutrina
de Jesus está contida nos Evangelhos ou Novo Testamento,
como também são chamados.
Além de suas lições, os Evangelhos nos contam a vida
de Jesus durante os três anos que dedicou ao esclarecimento da humanidade.
Jesus nada deixou escrito.
Todas as tardes, depois do trabalho diário, o povo se reunia ao redor
de Jesus e ouvia suas palavras cheias de fé e de esperança
e aprendia com ele como devia viver de acordo com as leis de Deus.
Jesus aproveitava todas as ocasiões oportunas para ensinar. Assim,
quando ele viajava para Jerusalém, capital de seu país, ele
se detinha em todas as aldeias que encontrava no caminho e ensinava aos
seus habitantes a sua doutrina.
Jesus escolheu doze discípulos para ajudá-lo a espalhar a palavra
de Deus. De vez em quando os enviava às cidades vizinhas para instruírem
os seus moradores.
Aos poucos os seus ensinamentos começaram a ser conhecidos por toda
a parte.
Quando Jesus partiu para o mundo espiritual onde habita, seus discípulos
resolveram escrever as lições do Mestre.
Escreveram-se muitos Evangelhos mas os que chegaram até nós
são apenas quatro que se atribuem a Mateus, a Marcos, a Lucas e a
João.
A parte principal dos Evangelhos é o Sermão da Montanha que
se acha no Evangelho de Mateus. Conta-se que esse Sermão foi pronunciado
por Jesus de cima de uma colina, rodeado de grande massa de povo.
O sermão da Montanha é o fundamento da Moral Cristã e
devemos considerá-lo o regulamento que precisamos observar se quisermos
caminhar para Deus.
Os Evangelhos têm passagens suaves e consoladoras que revigoram nosso
espírito.
A leitura constante dos Evangelhos é um hábito salutar que
devemos adquirir.
PERGUNTAS
1. Onde
está contida a doutrina de Jesus?
2. Como Jesus ensinava sua doutrina?
3. Por que Jesus escolheu doze discípulos?
4. Quando é que os discípulos resolveram escrever as lições
do
Mestre?
5. Quais os Evangelhos que chegaram até nós?
6. Qual é a parte principal do Evangelhos?
7. O que é o Sermão da Montanha?
8. Como devemos considerar o Sermão da Montanha?
9. Qual é o hábito salutar que devemos adquirir?
A CARIDADE
A caridade consiste em fazer o bem e evitar o mal.
Estudando-se a vida espiritual descobriu-se que os espíritos felizes
são aqueles que viveram na Terra fazendo o bem, isto é, praticando
a caridade.
Se é preciso fazer o bem para a gente ser feliz, devemos adotar a
regra: — fora da caridade não há salvação.
Esta é a norma que o Espiritismo apresenta para todos os encarnados
de boa vontade, que trabalham para o seu progresso.
Submetendo nossa vida à lei da caridade, nós nunca nos desviaremos
do caminho do Dever e entraremos no mundo espiritual com a consciência
tranqüila.
A pessoa caridosa é paciente, é bondosa, é honesta e
trabalhadora. Não tem inveja de ninguém; não prejudica
a seu próximo; não é soberba e não tem orgulho
nem vaidades.
A pessoa caridosa não é ambiciosa; não é egoísta;
não se irrita e não fala mal dos outros. Quando precisa repreender
alguém o faz com energia, sem magoar.
A pessoa caridosa é verdadeira e sincera; ama a justiça e
a verdade.
A pessoa caridosa não se vinga e não guarda ódio; combate
o mal, os vícios, os preconceitos e a hipocrisia.
Enfim, a pessoa caridosa faz aos outros somente aquilo que desejaria que
os outros lhe fizessem.
A prática da caridade transformará a Terra em um paraíso; é por
isso que o Espiritismo aponta como o caminho da felicidade a lei: — fora
da caridade não há salvação.
PERGUNTAS
1. O
que é a caridade?
2. A que lei devemos submeter nossa vida?
3. O que é ser paciente?
4. O que é ser bondoso?
5. O que é ser honesto?
6. O que é não ter inveja?
7. O que é não ser soberbo?
8. O que é não ser ambicioso?
9. O que é não ser egoísta?
10. O que faz aos outros uma pessoa caridosa?
11. Qual é a lei que o Espiritismo nos aponta como o caminho da
felicidade?
O REINO DE DEUS
Jesus
não se cansou de nos dizer que precisamos trabalhar ativamente
para alcançarmos o reino de Deus ou o reino dos céus, como
também é chamado.
Onde estará situado esse reino maravilhoso do qual Jesus nos falava
continuamente e com tanto entusiasmo?
O reino de Deus está situado em toda a parte; é o universo, é o
espaço sem fim, são os milhões de estrelas; é o
sol, é a lua, é a Terra.
Neste reino imenso uns são felizes e outros são infelizes.
São felizes aqueles que possuem uma consciência pura.
Os que possuem uma consciência pura são os obedientes, os bondosos,
os trabalhadores, os estudiosos e todos os que vivem em paz com seus irmãos,
sem prejudicá-los.
São infelizes os que são acusados por sua consciência
dos erros que praticaram.
Os vadios, os malvados, os ignorantes, os preguiçosos e os inúteis
são infelizes.
Nossa consciência é o nosso juiz. Ela julga todos os nossos
atos e coloca-nos automaticamente nos planos felizes ou infelizes do reino
de Deus.
Entretanto, Deus não quer que seus filhos culpados sejam infelizes
para sempre; perdoa-lhes e lhes fornece os meios de se tornarem felizes pelo
bem que começarem a fazer.
Não há ninguém exluído do reino de Deus. Cada
espírito o sente de acordo com o grau de adiantamento e de purificação
a que chegou.
O mundo espiritual tem esplendores por toda a parte, harmonias e sensações
que nós, que ainda estamos presos à matéria, não
podemos ver e que somente são acessíveis aos espíritos
purificados.
No reino de Deus todos os espíritos trabalham; desde o mais pequenino
até o mais luminoso, todos têm o seu dever a cumprir. A cada
um segundo sua capacidade.
Os mais puros fazem parte do conselho supremo de Deus e conhecem todos
os seus pensamentos. Uns são encarregados da direção de
um mundo: a Terra, por exemplo, é dirigida por Jesus. Outros zelam
pelo progresso das nações, outros protegem as famílias
e outros os indivíduos.
Por toda a parte há progresso, há vida, há trabalho,
há felicidade.
Unicamente de nós depende sermos dignos de contemplar o majestoso
reino de Deus.
PERGUNTAS
1. O
que Jesus não se cansou de nos dizer?
2. Onde está situado o reino de Deus?
3. Quem é feliz no reino de Deus?
4. Quem é infeliz no reino de Deus?
5. Quais são os que têm uma consciência pura?
6. Quem é o nosso juiz?
7. Como é que cada espírito sente o reino de Deus?
8. A que trabalho se entregam os espíritos no reino de Deus?
COMO SE FAZ UM BENEFÍCIO
À medida que formos ingressando na vida ativa e trabalhosa que nos
aguarda, muitas vezes precisaremos dos outros e os outros precisarão
de nós.
Há uma porção de irmãos nossos que necessitam
de auxílio. Deus os colocou ao nosso lado para que os amparássemos
e fôssemos aprendendo a exercer a caridade.
Os benefícios que podemos fazer aos nossos irmãos são:
ensiná-los; curá-los; aconselhá-los; dar-lhes esmolas;
emprestar-lhes alguma coisa; arranjar-lhes empregos; livrá-los dos
vícios; ajudá-los nas dificuldades e muitos outros.
Se tivermos boa vontade e bom coração sempre arranjaremos um
meio de auxiliar um irmão.
Quando tivermos ocasião de prestar um benefício, tenhamos o
cuidado de não humilhar quem o recebe. Nunca contemos aos outros os
favores que fazemos e os auxílios que damos.
Há grande dor no coração do irmão necessitado
e não devemos aumentar-lhe o sofrimento, humilhando-o diante de
todos.
Não façamos um benefício esperando uma recompensa; os
hipócritas é que fazem assim.
Ajudemos a todos desinteressadamente e Deus, que tudo vê, saberá dar
a cada um de nós o prêmio de nossa boa ação.
PERGUNTAS
1. Por
que Deus colocou ao nosso lado irmãos que necessitam de nosso
auxílio?
2. Quais são os benefícios que podemos fazer ao nosso próximo?
3. Para prestarmos um auxílio, o que precisamos ter?
4. Qual é o cuidado que devemos ter quando prestamos um benefício?
5. O que nunca devemos contar aos outros?
6. Por que é que devemos beneficiar um nosso irmão ocultamente?
7. Quem é que faz um benefício esperando uma recompensa?
8. Quem é o que nos dará o prêmio de nossas boas ações
e de nosso bom comportamento?
A IMORTALIDADE
Deus,
nosso Pai e Criador do universo, é um espírito eterno.
Eterno quer dizer que não teve princípio e não terá fim.
Sendo Deus eterno, Ele só criou coisas eternas; portanto, o universo é eterno
como Deus.
As coisas, os seres e os mundos se transformam continuamente; nada se perde
no universo.
A matéria se condensa sob a influência de determinadas leis
físicas e forma os mundos e as coisas materiais.
Quando as leis físicas deixam de atuar, os mundos e as coisas materiais
se dissolvem e a matéria que os compunha volta ao reservatório
universal.
O mesmo sucede com o nosso corpo. Sendo nosso corpo formado de matéria
sofre também a ação das leis físicas que regem
a matéria. Pela morte nós restituiremos ao reservatório
universal a matéria que forma o nosso corpo.
Somente as coisas espirituais não estão sujeitas às
leis físicas; por isso o que é espiritual não pode sofrer
as transformações provocadas pela morte.
Tudo o que é espiritual é imortal.
Nós somos formados de dois corpos distintos: o corpo material e
o corpo espiritual.
O corpo espiritual se chama perispírito.
Pelo corpo material nós participamos da natureza material ou física;
pelo corpo espiritual nós participamos da natureza espiritual ou
divina.
O corpo material é uma vestimenta de que se serve o espírito
para que possa habitar durante um certo tempo na Terra.
O corpo espiritual reveste o espírito e, à medida que o espírito
progride, mais puro se torna o seu corpo espiritual.
O nosso espírito é imortal porque é formado da essência
espiritual.
Nós somos espíritos imortais.
A morte destruirá o nosso corpo físico, mas nada poderá fazer
contra o nosso espírito.
Presentemente estamos na Terra concorrendo com o nosso pequenino esforço
na grande obra de Deus. Depois passaremos para o mundo espiritual onde
continuaremos nossa vida imortal.
PERGUNTAS
1. Como se formam os mundos e as coisas materiais?
2. Por que o nosso corpo sofre a ação das leis físicas?
3. Por que as coisas espirituais não sofrem as transformações
provocadas pela morte?
4. Quais são os corpos que nos formam?
5. Como se chama o corpo espiritual?
6. O que é o corpo material?
7. Por que o espírito é imortal?
8. O que é que nós somos?
9. O que estamos fazendo na Terra?
A MORTE NÃO EXISTE
A morte é o ato pelo qual nós
nos libertamos do corpo material que nos serve de instrumento durante nossa
vida na Terra.
Quando nascemos, nós nos encarnamos; quando morremos, nós
desencarnamos.
Nós não morremos nunca porque somos espíritos imortais;
o que morre é o nosso corpo.
Logo que desencarnamos, o nosso espírito, que é nós
mesmos, começa a viver a vida espiritual e o nosso corpo é transformado
pela natureza.
Terminado o tempo da nossa encarnação, devemos voltar para
o mundo espiritual. O corpo começa a enfraquecer-se e os laços
que prendem o espírito ao corpo se desatam. Nosso anjo da guarda e
todos os espíritos que nos estimam vêm receber-nos e ajudar-nos
a nos libertar do corpo material.
Imediatamente eles nos ensinam a dar os primeiros passos no mundo espiritual.
Toda nossa existência se desenrola diante de nós e nossa consciência
nos mostra o bem e o mal que fizemos.
Se a nossa vida foi má ficaremos presos às regiões do
espaço próximas à Terra onde o remorso nos fará sofrer
até que o Pai nos perdoe.
Se a nossa vida foi boa, partiremos com nossos amigos para as regiões
da luz e da felicidade. Enquanto isso, aqui na Terra sepultam o nosso corpo
material.
Como estamos vendo, a morte é uma transformação feliz,
principalmente se tivermos o cuidado de fazer o bem.
Não há motivos para choros, nem para lutos, nem para desesperos
ou tristezas. Todos nós desencarnaremos e depois de desencarnados
ficaremos reunidos no mundo espiritual.
E todos juntos iremos receber o prêmio de nossas boas ações
das próprias mãos de Jesus.
PERGUNTAS
1. O que é a morte?
2. Por que é que não morremos nunca?
3. Onde iremos viver quando desencarnarmos?
4. Como é que se processa o fenômeno da morte?
5. O que é que nossa consciência nos mostrará logo que
estivermos no mundo espiritual?
6. Onde ficaremos se nossa vida foi má?
7. Para onde iremos se nossa vida foi boa?
8. Por que não precisamos chorar, nem vestir luto, nem ficar tristes
quando um nosso ente querido desencarna?
